MEC sugere plano de aulas remotas contra coronavírus

Publicado por Sinepe/PR em

Weintraub fala em “aulas remotas” para evitar disseminação do novo coronavírus

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou ontem que “aulas remotas” podem ser adotadas para evitar a disseminação do novo coronavírus. “[Estamos nos preparando para] uma cidade ou região que precise ter uma atenção mais especial, para que tenhamos pronto um plano de aulas remotas”, disse, sem especificar se fazia referência ao ensino básico, em vídeo publicado no Twitter. “Você manda as aulas para os alunos, disponibiliza e-mail, YouTube, Skype, internet, para você evitar aglomeração, a transmissão mais aguda do coronavírus.”

Weintraub ainda recomendou que universidade e institutos federais determinem, se possível, o trabalho remoto dos funcionários. “Pensem em um cenário de contingência, acho que é a melhor solução […] e minimizem aglomerações, reuniões, simpósios e seminários”, afirmou. “Estudantes e professores têm de fazer a parte. Então cuidado redobrado com a higienização das mãos, isso é álcool em gel e sabonete.”

Na terça-feira, o ministro fez piada após evento em Brasília organizado pelo movimento Todos Pela Educação ter sido cancelado. Priscila Cruz, presidente da entidade, foi internada com suspeita de ter contraído coronavírus.

O governo de São Paulo, por sua vez, não descarta a possibilidade de suspender as aulas na Universidade de São Paulo (USP) depois da confirmação de um caso de coronavírus na universidade. A decisão será anunciada hoje. Segundo o governador João Doria (PSDB), haverá hoje, às 12h, uma entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes para tratar do tema e a decisão sobre a medida será da Central de Contingência, que é comandada pelo infectologista David Uip.

As aulas e todas as atividades do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas já foram suspensas ontem. A USP investiga o histórico do aluno de geografia que foi contaminado com coronavírus, como quais disciplinas ele frequentou. Há uma hipótese de ele nem sequer ter ido à instituição já que o semestre letivo começou, na prática, na segunda-feira. A primeira semana foi de recepção de calouros, e a segunda, de Carnaval.

Por Valor Econômico (com Folhapress)

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